Hudinilson Jr.

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  • Narcisse - Gesto II
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Hudinilson Jr.

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  • Período
  • 17.10 — 09.01.2021

  • Abertura
  • 17.10 — 12 horas.

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o CORPO sempre como princípio

collage, mail art, fotografia,


                  XEROX


O CORPO XEROCADO

– utilizar o CORPO como matriz, a partir da criação de uma relação especial de trabalhar no contato físico entre ideia e o processo mecânico; debruçando-me e deitando-me por inteiro sobre o visor da XEROX, compondo assim formas/texturas. o XEROX recria o CORPO de maneira própria, destruindo detalhes e valorizando outros, resultando imagens que se aproximam da abstração, num exercício de leitura/visão.

– o CORPO (meu/masculino) contido no espaço de uma cópia XEROX, transforma-se em módulo que se justapõe ou sobrepõe numa sequência.

– a experimentação contínua dos valores oferecidos pelo processo XEROGRÁFICO, definirão os valores individuais de cada proposta. entender os limites impostos pela máquina e ampliar seus recursos, dominar estes limites, invertendo assim as relações, fazendo com que a máquina seja veículo e co-autora deste trabalho.



OU AINDA



O CORPO sempre como princípio

collage, mail art, xerox,


                  FOTOGRAFIA


O CORPO FOTOGRAFADO

– a transposição da mídia, utilizando sempre a mesma matriz, o CORPO (meu/masculino), esgotando cada vez mais o assunto.

– a(s) diferença(s) particular(es) de cada máquina; a textura e a diagramação própria do mídia xerográfico em contraposição à imagem da FOTOGRAFIA.

– o CORPO contido no espaço de cada fotograma, focalizado no visor de uma máquina comum e sem a apropriação de maiores recursos/efeitos especiais, transforma-se em módulo que se justapõe ou sobrepõe numa sequência.

– o retrato é auto-retrato; me FOTOGRAFAR procurando-me através do visor, não utilizando de outros recursos, tais como espelhos; me procurar, me enquadrar e “bater” a chapa; até onde meu olho, através desse visor mecânico, consegue me ver; me fragmentar, dividir as partes do corpo, divisão esta ainda em contraponto com a forma de divisão da xerografia, e ainda, depois da foto, copia-la pela xerox, e assim contrapor as diferentes cópias; meu CORPO transmutado.



HUDINILSON JR.  –  1981  –  são paulo  –  sp  –  br

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Vesuvius

Ana Mazzei

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  • Templo - Face Norte
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Vesuvius

Ana Mazzei

  • Período
  • 26.09 — 09.01.2021

  • Abertura
  • 26.09 — 12 horas

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A primeira tragédia e o fim.

 

As testemunhas do assustador espetáculo – cuja aspecto e forma nenhuma árvore representa melhor que o pinheiro – fizeram uma descrição impressionante e contaram também sobre o fim trágico do velho.

O velho arrebatado pela paixão – científica – pegou o trem para observar de perto o fenômeno assustador e morreu ao socorrer o amigo.

 

Sobre as chamas que se elevaram, formou-se rapidamente uma enorme e escura nuvem que ofuscou o sol.

Um diluvio de rochas e escórias incandescentes caiu sobre a cidade.

Desabaram muros e telhados e, depois, toda e qualquer forma de vida foi destruída por uma onda de água e cinzas.

Na escuridão, o cenário apocalíptico é alimentado por relâmpagos, terremotos e maremotos; os poucos sobreviventes que fugiram foram alcançados pelos gases venenosos que se propagaram por todo o lado.

Este inferno durou três dias e, depois, um silêncio absoluto.

 


O despertar após dezenove séculos.

 

Estão todos adormecidos; cidades estão sendo reconstruídas mais ou menos nos mesmos lugares de antes.

As pessoas temem terríveis feitiços. Ladrões e caçadores de tesouros vasculham tudo o que se encontra à vista e depois o lugar é esquecido e perdem-se todos os vestígios. Passam mil e seiscentos anos antes que se encontrem os primeiros objetos e outros cento e cinquenta para que se tenha a sensação de uma nova descoberta.

Uma antiga porta por onde, hoje em dia, se inicia o encontro indica o caminho, porém, antes de chegar à porta é bom notar a imponência da paisagem: à direita encontram-se as ricas casas da “insula occidentalis”, à esquerda as necrópoles e a íngreme rampa calçada que conduz aos dois arcos reservados aos animais e aos carros de puxar que traziam do mar sal e peixe.

Ao sul estupendas colunas e uma série de pinturas decorativas que se espalham por duas salas, um espetáculo inesquecível: olhando ao redor com máxima concentração assistimos à um ritual, interpretado para nós, por 29 atores numa cena contínua, solene, silenciosa, carregada de um mistério profundo. Lentamente, figuras, símbolos e objetos, parecem assumir vida numa nova dimensão, fora da realidade sensorial.

 


A casa do poeta trágico.

 

Um menino lê o ritual da iniciada.

A iniciadora observa e tem um “volumen” à esquerda.

A oferente dirige-se à administradora do sacrifício sagrado sendo ajudada pelas servas.

Cena doméstica –

Um jovem toca a lira extasiado pela visão divina.

Uma jovem toca uma flauta e um “sátiro” acalma um cervo.

A iniciada aterrorizada olha para trás ao ver a flagelação na parede oposta.

Um grupo bebe num jarro grande enquanto um outro mostra uma mascara com olhos esbugalhados.

É dia de núpcias, símbolo da felicidade extraterrena.

Uma iniciada em pé e outra de joelhos prosseguem para a revelação da “mística vannus”, isto é, estão para descobrir o “phallos”.

Divindade de asas roxas que voa sobre a iniciada que assustada refugia-se no seio da piedosa companheira.

A última prova: um banquete, as iniciadas dançam, felizes e livres.

Alegria dos humanos, quem desfaz todas as preocupações, traz o sono e o esquecimento da miséria cotidiana.

 

Fim.

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