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Bruxelas

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Bruxelas

  • Período
  • 17.04 — 22.05.2021

  • Abertura
  • 17.04

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Galeria Jaqueline Martins prazer em apresentar Incomplete… uma exposição coletiva inspirada na recente conversa entre Robert Barry e Ricardo Basbaum, organizada no âmbito do nosso Programa de Entrevistas online. A mostra apresenta obras de Ana Mazzei, Charbel Joseph H. Boutros, Lydia Okumura, Philippe Van Snick, Regina Vater, Ricardo Basbaum e Robert Barry. Incomplete… toma emprestado o título de um trabalho desenvolvido por Robert Barry especialmente para sua individual de 2019 na Galeria Jaqueline Martins em São Paulo.


Clique aqui para acessar o Online Viewing Room.

 

A mostra destaca uma seleção de obras que na individualidade da sua expressão atestam a ampla gama de mídias e estilos que reafirmam a importância da imaginação, da especulação e da participação do público na construção e incorporação de temas que permeiam obras de arte contemporâneas. Incomplete… exibe artistas de diferentes gerações e, em colaboração com o Philippe Van Snick Estate, traça as primeiras conexões entre um artista belga e o programa da galeria em Bruxelas

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1º Prêmio Vozes Agudas para Mulheres Artistas

Ateliê 397

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1º Prêmio Vozes Agudas para Mulheres Artistas

Ateliê 397

  • Período
  • 06.03 — 01.04.2021

  • Abertura
  • 06.03.2021

  • Curadoria
  • Coletivo Vozes Agudas
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Esta exposição é fruto de um esforço comum de várias mulheres: as integrantes do coletivo feminista Vozes Agudas, do espaço independente Ateliê397, e também as colecionadoras, colaboradoras e parceiras institucionais que têm nos apoiado nesse projeto de plataforma de visibilidade para mulheres artistas. Entre elas, fica nosso especial agradecimento à Galeria Jaqueline Martins, que tornou possível a ação mais significativa desse longo processo de premiação, aqui na cidade de São Paulo, com a cessão de seu espaço e sua equipe.


O 1º Prêmio Vozes Agudas para Mulheres Artistas foi uma chamada aberta lançada no segundo semestre de 2020. Recebemos 830 portfólios, de várias regiões do país, encaminhados por mulheres advindas de realidades e condições distintas e que se valem de diversas linguagens em suas obras e pesquisas. Ao defrontarmo-nos com esse volume e essa variedade tão grande de trabalhos, ficou claro que precisaríamos (e conseguiríamos) ampliar nosso processo de acolhimento. Além das três premiadas, pudemos também ofertar duas menções honrosas e efetuar uma exposição coletiva a partir dos portfólios enviados.


Foram premiadas pelo júri (formado por agentes mulheres atuantes no circuito das artes) as artistas Laryssa Machada, residente na Bahia, Massuelen Cristina, de Minas Gerais, e Mônica Coster, atualmente no Rio de Janeiro. Receberam menção honrosa o coletivo Terroristas del Amor, do Ceará, e a artista travesti Vulcanica Pokaropa, de São Paulo. Sendo a produção dessas artistas atravessada por aspectos de urgência de nosso tempo, elas foram o ponto de partida para o recorte da exposição, pois entendemos que nossa função, como coletivo feminista, é construir pontes entre as artistas e o sistema das artes – principalmente no caso de produções que ainda necessitam de suporte e apoio estrutural. 


Em nosso escopo curatorial, optamos por expor os trabalhos de mais 12 artistas, totalizando 17 com as premiadas, independentemente da idade ou do tempo de atuação no campo das artes. Nesta primeira edição da exposição, constam também obras de mulheres artistas do eixo Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil: Alice Yura (MS); Ana Elisa Gonçalves (MG); Bella PPK do Mal (SP); Bruxas de Blergh (MG); Érica Magalhães (residente no RJ); Érica Storer (PR); Laís Matías (SP); Lília Malheiros (SP); Maria Livman (SP); May Agontinme (SP); Mirla Fernandes (SP); e Vanessa Ximenez (RJ). As itinerâncias da mostra contarão com outras artistas residentes, em diferentes recortes regionais, que se juntarão às premiadas e às menções honrosas.


Nos trabalhos selecionados para a mostra, é nítida a presença de questões que permeiam a experiência da feminilidade em suas variantes: a relação ambivalente com o corpo, os processos de subjetivação via os enfrentamentos da autoimagem, a dualidade entre a experiência doméstica/privada e público/urbana, a dimensão do deboche com as masculinidades e os imperativos sociais, as táticas de militância, a tematização da violência social, a busca afetiva pelas ancestralidades (familiares e/ou religiosas) e também as transformações na paisagem. 


Esperamos que esta mostra panorâmica seja capaz de dizer por si mesma que no cerne da produção de artistas mulheres existe uma variedade de temas, problemas e estratégias que são tão múltiplas e complexas quanto na produção de artistas homens. E que, para uma geração mais recente, já não há mais o receio de estigmatização no uso de temas e formas pertencentes ao universo feminino e à agenda feminista. Fazemos votos de que essa adesão apenas se amplie, nunca retroceda.


– Coletivo Vozes Agudas

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Lydia Okumura

Lydia Okumura

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Lydia Okumura

Lydia Okumura

  • Período
  • 06.02 — 01.04.2021

  • Abertura
  • 06.02 — 12hrs

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“Eu nunca tento fazer de um espaço algo que ele não é, mas reafirmá-lo e expandir suas possibilidades”  —  Lydia Okumura 


Em 1978, Ellen Schwartz, diretora de exposições do Instituto Pratt em Nova York, escreveu “Lydia Okumura é uma artista maga. Dê-lhe um espaço —qualquer espaço — e ela vai enfeitiçá-lo por meio de pintura, corda ou vidro, com resultados inevitavelmente surpreendentes”. Aos 12 anos de idade, Lydia recebeu uma bolsa para estudar num estúdio profissional de cerâmica. Tendo a arte e o processo criativo como prioridade na vida, Okumura realizou sua primeira exposição individual de pinturas em 1968, aos 19 anos, na Galeria Varanda, em São Paulo.


Em 1971, durante seus estudos na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP, São Paulo), Okumura começou a pesquisar as potencialidades de intervir diretamente em espaços físico. Ela desafiava ativamente os espectadores a questionarem suas percepções do mundo ao seu redor, por meio de esculturas, instalações e obras em papel que apagavam os limites entre duas e três dimensões. Ainda em 1971, na exposição Jovem Arte Contemporânea, realizada no Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Okumura desenvolveu três instalações que funcionavam em conjunto: Different Dimensions of Reality I, II e III. Estas obras produzem sombras como uma técnica de marcar o espaço, brincando com a distinção entre a ficção e realidade, utilizando formas geométricas simples como triângulos e quadrados. Diferente da OpArt, que faz o olho se mover pela obra de arte rapidamente, o processo de Okumura anima suas formas, permitindo que os espectadores tenham interações mais profundas e longevas com a obra. Estas peças marcam o início, para Okumura, de uma linguagem visual abstrata baseada em linha, forma e espaço. 


Embora não influenciada diretamente pelo Concretismo e Neo-Concretismo, que se desenvolveram no Brasil ao longo da década de 50, a obra de Okumura segue uma trajetória de abstração presente na arte latino-americana em geral. Podem-se notar similitudes entre o crescimento do vocabulário visual de Okumura e as primeiras obras de Waldemar Cordeiro, Lygia Pape e Hélio Oiticica. Quando Okumura mudou-se para Nova York em 1974 para estudar no renomado Pratt Graphics Center, sua obra continuava explorando arranjos formais e espaciais, tanto em instalações, quanto em suas obras em papel. Suas instalações começaram a incorporar a pintura diretamente na parede para conectar formas com pedaços de corda e linhas desenhadas em grafite, enquanto as obras em papel olhavam para a arquitetura com a pretensão de expandir espaços bidimensionais para tridimensionais.


Ao realçar os meios usando material e espaço, o estilo singular de Okumura é uma conglomeração das qualidades puramente formais presentes em toda a história da abstração geométrica. Como afirmou Mondrian, “a beleza universal resulta do ritmo dinâmico das relações mútuas das formas.” Com suas pesquisas espaciais, Okumura expande e renova a estética da abstração, ao sintetizar e transformar ideias de cor, forma e composição, assim como interatividade e percepção.



Fragmento do texto As Múltiplas Dimensões da Realidade, escrito pela curadora Rachel Adams para Situations, exposição individual de Lydia Okumura organizada pela UB Art Galleries (University of Buffalo, EUA, 2016).

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