Comigo ninguém pode

Coletiva

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  • Para um corpo nas suas impossibilidades
  • Coração das trevas
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  • Untitled I, Medellin Biennial, Colombia
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  • In Front of Light
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Comigo ninguém pode

Coletiva

  • Período
  • 21.09 — 24.01.2020

  • Abertura
  • 21.09 — 14 horas

  • Curadoria
  • Jaqueline Martins - Mirtes Marins de Oliveira - Desapê
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Comigo ninguém pode é o nome de uma série de trabalhos realizados por Regina Vater com origem em registros fotográficos e quase antropológicos que a artista realizou a partir de 1981, documentando a utilização da comigo-ninguém-pode nas entradas de residências e estabelecimentos comerciais, certamente por sua qualidade mística de neutralização do mau-olhado.

 

Planta democrática, já que sua presença superava distinções de classe, para a qual Vater elaborou uma outra camada de significados, também sobrenaturais. Assim como em religiões ocidentais ou africanas nas quais a face de Deus é velada ao fiel, a artista passou a criar instalações nas quais a força telúrica que sustenta comigo-ninguém-pode é recoberta com imagens de rostos populares. Invisível, porém potente em sua capacidade de continuar a crescer mesmo cortada ou recebendo pouca água. Insubmissa. Para a artista, metáfora do povo brasileiro, resistente à negligência e ao abandono.

 

A metáfora foi incorporada e ampliada na exposição coletiva de mesmo nome, que reúne trabalhos realizados por artistas e intelectuais mulheres. Da afirmação de uma palavra de ordem - ou de luta -  sobre a condição feminina até a invisibilidade potente que também não se deixa subordinar, as artistas presentes mostram seus entendimentos sobre a noção de feminino, caracterizado pelos atributos de delicadeza, intuição, intimidade, acolhimento, afeto, que são, em geral, apontados como oposição ao universo da racionalidade, força,organização e precisão. Em Comigo ninguém pode esses estereótipos não oferecem nenhum parâmetro, a não ser o de sua transgressão.

 

A partir de obras, textos e registros de artistas como Alison Knowles, Ana Mazzei, Charlotte Moorman, Flora Rebollo, Georgete Melhem, Isabela Capeto, Lenora de Barros, Letícia Parente, Lydia Okumura, Maria Noujaim, Marta Minujín, Martha Araújo, Regina Vater, Trisha Brown, Ubu Editora e Valentine de Saint-Point, Comigo ninguém pode apresenta em justaposição, confronto e sobreposição produções de diferentes momentos históricos e linguagens, temáticas divergentes. São produções realizadas a partir de perspectivas individuais e/ou sociais, verificando de que forma a produção de artistas dos anos 1960/1970 (e mesmo em períodos anteriores) reverbera nas práticas contemporâneas no que diz respeito às caracterizações do feminino. A mostra se caracteriza por seu caráter experimental ao ser alterada ao longo do período previsto, agregando obras e debates presenciais e colaborações curatoriais, ações entre a Galeria Jaqueline Martins, a curadora Mirtes Marins de Oliveira e o projeto itinerante Desapê, contando ainda com a parceria do Videobrasil.

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