Coletiva

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  • Período
  • 09.02 — 16.03.2019

  • Abertura
  • 09.02 — 14 horas

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Adriano Amaral — Ana Mazzei — Dudu Santos — Gabriel Lima — Hudinilson Jr — Maria Leontina — Philippe Van Snick —  Sonya Grassman



Adriano Amaral

Ribeirão Preto, Brasil, 1982 / Vive e trabalha entre Lisboa e São Paulo.


Adriano Amaral desenvolve um processo artístico alquímico, empregando materiais sintéticos e orgânicos, além de vídeo, luz e som. Os materiais e objetos presentes em seus trabalhos formam raras combinações que negam uma lógica hierarquica entre eles e atuam para descontextualizar espaços arquitetônicos através da presença física do espectador. Depois de concluir seu mestrado no Royal College of Art de Londres, em 2014, Adriano fez uma residência artística em 2016 no De Atelier, Amsterdã, e recebeu o Mondrian Fonds Work Contribution Proven Talent em 2017. Suas recentes exposições incluem projetos solo na Vleeshal Zusterstraat, Holanda, Bielefelder Kunstverein, Alemanha, e Galeria Jaqueline Martins, em São Paulo, Brasil. Exposições coletivas incluem projetos no Sixty Eight Art Institute, Copenhague, Museu de Arte Moderna de Moscou e Beelden Aan Zee, em Haia, Holanda. Adriano Amaral tem o apoio do Mondriaan Fund.



Ana Mazzei

São Paulo, 1980. / Vive e trabalha em São Paulo.


Para Ana Mazzei, arte, a arquitetura e as paisagens constroem, em si mesmas, uma ficção que os conecta, resultando em instalações, configurações e objetos. Algumas das obras funcionam em menor escala, como séries de instalações dispostas no chão, formadas por grupos de pequenas formas de feltro, concreto ou madeira semelhantes aos modelos arquitetônicos de cidades antigas, anfiteatros ou monumentos. Além dos exercícios formalistas, esses objetos no chão invocam histórias não identificadas que sugerem estruturas arquetípicas ocultas e impenetráveis - são como peças e fragmentos de mitos, vidas e ficções que são representados em pinturas, vídeos, esculturas e instalações.

Suas obras foram expostas recentemente no Padiglione d’Arte 

Contemporanea - Milão, Bienal Internacional de Cuenca, Bienal Internacional de São Paulo, House of Egorn - Berlim, Contemporary Art Centre - Lithuania, Instituto Tomie Othake - São Paulo,  Parque Lage - Rio de Janeiro, entre outros.



Dudu Santos

São Paulo, Brasil, em 1943. / Vive e trabalha em São Paulo. 


Dudu Santos é pintor, cenógrafo, ilustrador, curador e professor. Ao longo de sua carreira, realizou exposições individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia / Solar do Unhão (Salvador, BA) em 1974, Documenta Galeria de Arte (São Paulo, SP) em 1984, Moira Galeria de Arte (Lisboa, Portugal) em 1991, Mônica Filgueiras Galeria de Arte (São Paulo, SP) em 1998, Galeria de Arte da Casa do Brasil (Madri, Espanha) em 1999, entre outras. Recentemente apresentou as exposições “Contra o vazio” em 2018 e “Nada é de verdade mas é tudo real” em 2016, ambas na Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, SP). Participou também de diversas exposições coletivas em galerias e instituições tais como Museu de Moderna de São Paulo (MASP, São Paulo, SP), Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ) e no Museum de Belas Artes Atami (Moa, Atami, Japão) em 1990, “Anos 80 e 90 no MAC”, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC/USP, São Paulo, SP) em 1998 e ‘’Só para os Raros, só para Loucos’’ com curadoria de Daniela Name, Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, SP) em 2011.



Gabriel Lima

São Paulo, Brasil, 1984 / Vive e trabalha entre São Paulo e Paris.


O trabalho de Gabriel Lima se dirige às qualidades formais da pintura, confundindo uma dimensão pessoal com diferentes posições extraídas de trajetórias históricas e também com corpos de conhecimento que ressoam dentro e fora da disciplina.

Projetos recentes incluem exposições individuais em A Certain Lack of Coherence (Porto, Portugal), Fortes D’Aloia Gabriel (São Paulo, Brasil), Kai Matsumiya (Nova York, EUA) e Union Pacific (Londres, Reino Unido). Ele também participou recentemente de exposições coletivas no The Approach (Londres, Reino Unido), Ausstellungsraum Klingental (Basel) e Berthold Pott (Colônia, Alemanha).



Hudinilson Jr.

São Paulo, Brasil, 1957 - 2013. 


Hudinilson Urbano Jr. foi um artista multimídia e um dos pioneiros no uso da arte xerox no Brasil. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, entre 1975 e 1977, e experimentou múltiplas expressões artísticas como desenho, pintura, mail-art (arte postal), grafite, xerografia (arte xerox), performance e intervenções urbanas, nas quais o corpo humano masculino é um tema recorrente. Em 1979, funda o grupo 3Nós3 com os artistas Rafael França (1957 – 1991) e Mário Ramiro (1957), que até 1982 realiza intervenções artísticas na paisagem urbana de São Paulo. Seu trabalho integra importantes coleções, como: MoMA - Nova York, EUA, Museu Reina Sofia - Madrid, Espanha, MAGA Museo d’ARTE GALLARATE, Varese - Lombardia, Itália, MALBA Constantini Museo de Arte Foundation - Buenos Aires, Argentina, MASP - São Paulo, Brasil, Pinacoteca do Estado - São Paulo, Brasil e o Museu de Arte Contemporânea da USP - São Paulo, Brasil. Recentemente, o trabalho de Hudinilson Jr foi apresentado em importantes exposições coletivas como Histórias da Sexualidade, MASP - São Paulo, Copyart in Brazil - 1970-1990, University of San Diego e The Matter of Photography in Americas, Stanford University. 



Maria Leontina

São Paulo, Brasil, 1917 / Rio de Janeiro, Brasil, 1984.


Pintora, gravadora e desenhista, seu trabalho suscita a atenção mais intensa da crítica com a série de naturezas-mortas, iniciada em 1949, nas quais se percebe uma reflexão sobre o cubismo. Nelas o espaço pictórico autônomo, não preocupado com a representação da realidade, começa a se impor e as figuras tornam-se cada vez mais sintéticas. Mediante o desenvolvimento de sua pintura, chega à abstração geométrica em meados dos anos 1950, com base na depuração dos elementos figurativos. Naturalmente, a artista é afetada pelo clima de discussão em torno da abstração vigente no Brasil, e por sua experiência no exterior, onde entra em contato com o movimento construtivo e a pintura abstrata européia. A fase “construtiva” de Maria Leontina, que dura até 1961, é considerada por diversos críticos como o momento de maior singularidade em sua carreira. Permanecendo à margem das vertentes construtivas brasileiras, a artista desenvolve uma peculiar “geometria sensível”, na qual a rigidez da linha e o rigor matemático da composição são substituídos por uma ordenação intuitiva e formas geométricas imprecisas. 



Philippe Van Snick

Ghent, Bélgica, 1946 / Vive e trabalha em Bruxelas


Philippe Van Snick é um dos precursores da arte conceitual na Bélgica no início dos anos setenta. Fascinada pela arte conceitual da época, Van Snick começou a examinar padrões na lógica cósmica e na vida cotidiana que o levaram a desenvolver fórmulas e códigos cifrados que, mais tarde, resultariam no uso de seu sistema de cores decimais e no conceito de dualidade em várias formas. Van Snick considera a pintura como algo muito maior do que apenas uma superfície pintada. As formas, objetos e cores que ele usa nunca estão sozinhos. Eles estão intimamente relacionados ao espaço em que estão situados e à experiência física do espectador. Sua prática inclui pintura, arte pública, esculturas, trabalhos em papel e edições. Van Snick vive e trabalha em Bruxelas e foi exibido na 48ª Bienal de Veneza e em numerosas instituições, incluindo o Musée d’art contemporain de Montréal; Centro Nacional de Arte Contemporânea de Grenoble; e Museu Leuven. Seu trabalho é realizado nas coleções de MoMa, (NY); MU.ZEE, (BE); M HKA, (BE); S.M.A.K, (BE); De Bruin-Heijn (NL); entre outras coleções privadas e corporativas na Europa, EUA e Japão.



Sonya Grassmann

Burgas, Bulgária, 1933 / São Paulo, Brasil, 1997.


Gravadora e pintora. Filha de pintor alemão e trapezista húngara, chega ao Brasil em 1950, excursionando pelo país com uma trupe de luta livre. Em 1952, trabalha na Galeria Oxumaré em Salvador. Nesse ano, conhece o gravador e desenhista Marcelo Grassmann, casam-se e passam a viver em São Paulo. Por volta de 1962 começa a pintar; no entanto, são raras suas exposições.  

“Existem artistas cuja produção, independem de sua vontade pessoal, desafia as verdades estabelecidas não por serem revolucionários ou inovadores. Às vezes, por parecerem distantes do processo histórico. Sonya Grassmann é uma dessas artistas. O seu trabalho é resultado de um imaginário no qual estão ausentes as referências da época, solicitações do século e, até mesmo, as preocupações típicas da sociedade de massa. O universo de Sonya é vagamente medieval. Estas imagens lembram uma Idade Média passada a limpo, vista de grandes sacadas de castelos idealizados. Tudo é particular, organizado e pesado de atmosfera cheia de intenções. Estas intenções podem ser românticas, mórbidas ou de expectantes. Alguma coisa está prestes a acontecer”.

Jacob Klintowitz

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