Rafael França

Porto Alegre, Brasil, 1957. Chicago, EUA, 1991.

Precursor, no Brasil, de experiências que articulam arte e tecnologia, Rafael França, afastou-se dos meios tradicionais das artes plásticas.  Inovou nos processos de elaboração da imagem-movimento ao utilizar novos meios para elaborar seus trabalhos, o que resultou em reflexões e debates sobre as relações entre palavra-imagem e sobre corpo e interpessoalidades.

Na mesma década, formou, com Hudinilson Jr. e Mario Ramiro, o coletivo 3Nós3 que realizou intervenções, muitas vezes de forma anônima, no espaço urbano com forte carater politico. 

Radicado nos Estados Unidos, frequenta o School of the Art Institute of Chicago e articula linguagens do vídeo e computação, produzindo instalações e videowalls. Seu trabalho subverte formas consolidadas de ficção ao fazer de si mesmo, e de seus amigos, personagens desafiadores. Interfere e manipula elementos presentes nesses meios, como a sincronia das falas, com o objetivo de alterar noções de tempo e espaço.

Com forte recorrência das temáticas sobre sexualidade e morte, sua obra é interrompida de forma precoce em 1991.

 

Prelúdio a uma morte anunciada 1991

 

Insônia 1989

Profundo silêncio das coisas mortas 1988

Without fear of vertigo 1987

As if exiled in paradise 1986

After a deep sleep (Getting out) 1984

Reencontro 1984

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