Equipe3 & Arte/Ação

Equipe3

Equipe3 foi formada pelos artistas Francisco Iñarra (1947 – 2009), Genilson Soares (1940) e Lydia Okumura (1948). Juntos atuaram entre 1970 e 1979, e protagonizaram uma das mais relevantes produções experimentais realizadas durante a década de 70. Autores de happenings e instalações efêmeras que figuram na história do que passou a ser denominado como arte de vanguarda, a produção do grupo está documentada nos acervos de instituições como Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Pinacoteca do Estado de São Paulo, Fundação Nemirovsky, Museum of Modern Art (MoMA) e Metropolitan Museum of Art em Nova York, EUA, Museu Hara em Tokyo, Japão, entre outros.O grupo realizou diversas exposições em instituições no Brasil e no exterior, entre elas a V e VI JAC – Jovem Arte Contemporânea, no MAC-USP, em 1971 e 1972. Ainda em 1971 participou da mostra Conceito/Ambiguidade na Galeria do SESC-SP. No ano seguinte ocupou espaços da 2a Bienal Nacional, e foi premiado no Salão de Arte Jovem e no 8o Salão de Arte Contemporânea de Campinas (MACC). Foi também premiado em 1973 na XII Bienal Internacional de São Paulo, e convidado a expor na Galeria Estudio Actual em Caracas, Venezuela, em 1975, e no Cranbrook Art Museum, em Cranbrook, Michigan, EUA, em 1979. 

Arte / Ação

O grupo Arte/Ação tem origen no Equipe3, criado em 1971 por Francisco Iñarra, Genilson Soares e Lydia Okumura, e permanece com essa formação até 1974, quando Lydia Okumura passa a residir em Nova Iorque. Após sua saída, Iñarra e Genilson prosseguem trabalhando juntos e participam da Bienal Nacional de 1974 com a proposta Num Espaço Apertado. Em 1975 a dupla inicia uma série de trabalhos com apropriações de obras de outros artistas, como Chihiro Shimotani, Giorgio de Chirico e Marino Marini, pertencentes ao acervo do MAC/USP, proposições as quais denominam de Arte/Ação, nome que o grupo (Iñarra e Soares) passa a adotar. Numa dessas apropriações, Evento com a Pedra Event, a dupla retira clandestinamente uma peça da instalação de Shimotani, a pedra Event, e a leva para um “passeio” no entorno do museu. Partindo da premissa “documentar é expresar”, conceito cunhado pelo grupo, a ação é deslizada para uma série fotográfica, bem como outras de suas proposições.

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Projeto para a instalação “Incluir os ExcluÍdos” 1972

 

 

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Documentação da instalação “Three Brazilian Artists” Michigan, EUA. 1976 

 

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Pontos de vista 1973 XII Bienal internacional de São Paulo

 

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Pontos de vista 1973 XII Bienal internacional de São Paulo

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