Rafael França

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Porto Alegre, Brasil, 1957

Chicago, EUA, 1991


Depois de estudar desenho, pintura e litografia na adolescência, Rafael França se mudou para São Paulo no final dos anos 70 para estudar artes na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde, encorajado pela artista e professora Regina Silveira, ele desenvolveu intenso trabalho de gravura. Em 1979, Rafael começa a experimentar xerox e, juntamente com Hudinilson Jr. e Mário Ramiro, formam o grupo 3Nós3, focado em intervenções urbanas. Devido ao seu interesse pela arte e tecnologia, França entra em contato com as obras de Nam June Paik e Buky Schwarz, o que o leva a dar início aos seus experimentos com instalações de vídeo. Em 1982, o artista começou um mestrado no Chicago Art Institute, EUA, onde dedica sua pesquisa inteiramente para o vídeo e começa a explorar os elementos que constituem a própria linguagem. Em pouco tempo, seus trabalhos começam a atualizar e desenvolver um código narrativo específico onde ele manipula elementos de vídeo, como a sincronia da fala, do som e da narrativa fictícia/documental, freqüentemente tornando seus amigos, bem como a si mesmo, os personagens dos seus vídeos. 


Seu trabalho foi interrompido precocemente em 1991, quando ele falece em decorrência da AIDS.


Até hoje, o trabalho em de Rafael França é reconhecido como uma das obras mais coerentes e sistemáticas entre os artistas brasileiros que trabalham com a imagem em movimento. Seu trabalho foi apresentado em importantes exposições retrospectivas como: Speaking Out (MoMA Nova York, 1992), Expo Projeção (SESC São Paulo, 2014), Histórias da Sexualidade (MASP São Paulo, 2018).

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