Letícia Parente

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Salvador, Brasil, 1930

Rio de Janeiro, Brasil, 1991


Cabide, tábua de passar, balaio, armário, seringa, linha e agulha, caderno de vacinação, cartões perfurados, carimbo são alguns dos objetos de uso de Letícia Parente. Professora e química, pesquisadora e artista, Letícia decompõe e recompõe seu cotidiano em um laboratório inaugural na arte brasileira. A artista gerou um repertório experimental único ao transitar entre a pintura e a gravura, a

fotografia e o audiovisual, o vídeo e a instalação, a ar te cinética e os mais inusitados objetos, com acuidade científica. Longe das determinações da forma e da racionalidade da ciência, Letícia busca os limites dos processos da arte.


Doutora em química, professora titular da Universidade Federal do Ceará e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, foi uma das pioneiras da videoarte brasileira, tendo participado, entre 1975 e 1991, das mais importantes mostras de videoarte no Brasil e no exterior. Seu vídeo Marca Registrada (1975) tornou-se um emblema da videoarte no país. Entre 1970 e 1991, realizou pinturas, gravuras, objetos, fotografias, audiovisuais, arte postal e xerox, vídeos e instalações, nos quais predominam a dimensão experimental e conceitual. Em 1973, fez sua primeira exposição individual, com pinturas e gravuras, no Museu de Arte Contemporânea de Fortaleza. Em 1976, realizou a primeira exposição de arte e ciência no Brasil com a instalação Medidas, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1981, participou da 16ª Bienal Inter-nacional de São Paulo com um trabalho de arte postal e vídeo. Publicou vários livros, entre eles,

um livro de filosofia da ciência, Bachelard e a Química (1990).

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